O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) afirmou neste domingo (12) que o Estreito de Ormuz permanece aberto à navegação internacional, contrariando o anúncio feito pelo governo do Irã sobre o bloqueio da estratégica rota marítima. A declaração ocorre em meio à escalada das tensões militares no Oriente Médio e ao aumento dos confrontos entre forças iranianas e norte-americanas.
Em comunicado oficial, o Centcom informou que o Estreito de Ormuz continua disponível para todas as embarcações que realizam trânsito legal pela via internacional e ressaltou que as forças dos Estados Unidos permanecem posicionadas para garantir a liberdade de navegação na região.
Segundo o comando militar norte-americano, o Irã não exerce controle sobre o estreito e o fluxo de embarcações segue normalmente. As autoridades americanas afirmaram ainda que as operações militares continuam voltadas à proteção das rotas comerciais e à segurança da navegação diante do aumento das ameaças na região.
Para reforçar sua posição, o Centcom divulgou dados sobre a movimentação marítima recente. De acordo com os militares, mais de 140 embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz nos últimos sete dias. Nos dois meses anteriores, as forças norte-americanas afirmam ter auxiliado a passagem de mais de 800 navios e de aproximadamente 400 milhões de barris de petróleo bruto pela região, considerada uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo.
A manifestação dos Estados Unidos ocorreu poucas horas após o governo iraniano anunciar o fechamento do estreito em resposta ao agravamento do conflito com Washington. Paralelamente, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter realizado ataques contra instalações militares dos Estados Unidos e de países aliados localizadas na Jordânia, Kuwait, Omã e Catar, ampliando a tensão no Golfo Pérsico.
O cenário de confronto se intensificou após uma nova ofensiva militar americana contra alvos em território iraniano. No sábado (11), o Centcom informou ter realizado bombardeios contra 140 objetivos militares no Irã. Segundo o comando, o número de alvos atingidos ultrapassa 300 ao longo de três noites consecutivas de operações.
As autoridades norte-americanas afirmam que os ataques têm como principal objetivo reduzir a capacidade operacional iraniana de ameaçar embarcações comerciais e militares que transitam pelo Estreito de Ormuz, considerado estratégico para o comércio internacional de petróleo e gás natural.
Especialistas avaliam que qualquer interrupção efetiva da navegação na região pode provocar impactos imediatos nos mercados globais de energia, pressionando os preços do petróleo e aumentando os riscos para o comércio marítimo internacional. Até o momento, entretanto, os Estados Unidos sustentam que o tráfego segue sem interrupções e que a rota permanece operacional.