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Leeds é conhecida por ter dado ao mundo nomes como a cantora Corinne Bailey Rae, a banda Kaiser Chiefs e os atores Charlie Heaton e Matthew Lewis, de “Stranger Things” e “Harry Potter”. Mas o filho mais famoso da cidade hoje é um norueguês. Quando a Noruega enfrentar a Inglaterra pelas quartas de final da Copa do Mundo, os moradores de Leeds terão que deixar de lado o “irmão” ilustre que ali nasceu, mas que veste outra camisa.

Erling Haaland veio ao mundo em 21 de julho de 2000, num momento em que seu pai, o ex-lateral Alf-Inge Haaland, trocava o Leeds United pelo Manchester City. A vida inglesa do atacante, no entanto, durou apenas três anos. Uma lesão no joelho direito encerrou precocemente a carreira do pai aos 30 anos, e a família voltou para a Noruega. Foi em Bryne que Haaland cresceu, fincou raízes e deu os primeiros passos no futebol. Anos depois, o esporte o levaria de volta à Inglaterra, mas para Manchester, a 60 quilômetros de Leeds. Por lá, tornou-se um dos maiores nomes da história do City.

A escolha pela Noruega, segundo ele próprio, foi natural. Em 2022, um ano após a seleção norueguesa ficar de fora da Eurocopa, Haaland refletiu sobre o que poderia ter sido. “Não sabemos como seria se meu pai tivesse jogado mais tempo na Inglaterra. Eu poderia ser inglês. Mas sou norueguês e tenho orgulho disso”, disse. Dois anos antes, o então técnico da Inglaterra, Gareth Southgate, já havia sido direto ao explicar que jogadores como ele são muito claros sobre onde querem jogar.

Haaland não é o único destaque desta Copa nascido na Inglaterra e que defende outra seleção. O atacante Olise, criado em Londres, optou por defender a França pela ascendência da mãe. No mundo ideal, os ingleses poderiam ter um ataque com Kane, Haaland e Olise. Mas terão o norueguês pela frente hoje e, caso avancem à final, podem cruzar com o francês.

Para Haaland, o cenário é dos sonhos. O camisa 9 lidera a Noruega na que já é sua melhor participação em Copas — a primeira após seis edições de ausência. E o destino, irônico como sempre, colocou no seu caminho o país onde ele poderia ter jogado.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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