Os deputados do Parlamento da Hungria aprovaram, por unanimidade, uma redução de 40% nos próprios salários e uma ampla revisão dos benefícios concedidos aos parlamentares. A proposta recebeu o apoio dos 189 deputados presentes na sessão legislativa e integra o pacote de medidas do governo do primeiro-ministro Péter Magyar para reduzir os gastos públicos e reorganizar as finanças do país.
Além da redução dos vencimentos, a nova legislação elimina ou diminui uma série de benefícios considerados excessivos. Entre eles estão os reembolsos para contas de telefone celular, os auxílios destinados à moradia, os recursos para manutenção de escritórios parlamentares e parte das verbas utilizadas para contratação de assessores. As mudanças também atingem integrantes do alto escalão do governo e dirigentes do Parlamento, ampliando o alcance do ajuste fiscal.
A iniciativa faz parte da estratégia do novo governo húngaro para conter despesas administrativas e reforçar o equilíbrio das contas públicas após anos de críticas ao aumento dos gastos estatais. Durante a campanha eleitoral, Péter Magyar defendeu a necessidade de reduzir privilégios da classe política e prometeu que o ajuste começaria pelos próprios integrantes do governo e do Parlamento.
Segundo o governo, a medida busca demonstrar compromisso com o uso responsável dos recursos públicos e atender às demandas da população por maior austeridade na administração estatal. A expectativa das autoridades é que a redução dos salários e benefícios gere uma economia significativa para os cofres públicos ao longo dos próximos anos.
Mesmo com o corte de 40%, os parlamentares continuarão recebendo remuneração superior à média salarial da população húngara. Pelas novas regras, o salário-base dos deputados passará a representar aproximadamente o dobro da renda média nacional, percentual inferior ao registrado anteriormente, quando os vencimentos eram equivalentes a cerca de três vezes o salário médio do país.
A decisão ocorre em um momento de mudanças políticas na Hungria, após a chegada de Péter Magyar ao comando do governo. Desde que assumiu o cargo, o primeiro-ministro tem apresentado uma série de propostas voltadas à redução de privilégios, ao combate à corrupção e à reformulação da estrutura administrativa do Estado.