CentroesteNews
31/10/2025
O Consórcio RDG Sinop venceu o leilão realizado pelo Governo de Mato Grosso nesta quinta-feira (30) para a concessão de 634,35 km de rodovias estaduais, com previsão de R$ 2,7 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos.
O leilão ocorreu na sede da B3, em São Paulo. Três grupos disputaram o certame, e o RDG Sinop apresentou o melhor lance, oferecendo desconto de 13,81% sobre a tarifa de pedágio, que ficará em R$ 12,55.
O lote inclui trechos das rodovias MT-020, MT-140, MT-225, MT-244 e MT-251, tendo a MT-140 como principal eixo da concessão. O consórcio vencedor é formado pelas empresas: Terracom, Construtora Camilos, Estrutural Concessões, Elenco Participações e Vale do Rio Novo Engenharia.
O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, destacou o papel estratégico da MT-140 para o agronegócio e sua integração logística com a primeira ferrovia estadual, atualmente em construção pela empresa Rumo Logística.
“A MT-140 está na área de maior produção de grãos de Mato Grosso, uma região que continuará crescendo. Vamos transformá-la na maior produtora de grãos do mundo, sem derrubar nenhuma árvore, apenas ocupando áreas de pastagens ociosas”, afirmou.
Ele também ressaltou que as concessões garantem manutenção permanente e melhorias, permitindo que o Estado concentre recursos em novas obras.
“Nosso objetivo é assegurar estradas seguras, sinalizadas e trafegáveis para todos produtores rurais, ambulâncias, transporte escolar e a população em geral.”
Agora, a Sinfra-MT analisará a documentação das empresas participantes. Após essa fase, será feita a assinatura dos contratos para início dos serviços e da operação.
O secretário adjunto de Logística e Concessões, Caio Albuquerque, reforçou que a concessão vai elevar o padrão da malha viária estadual:
“Será uma grande operação de manutenção e conservação, com serviços aos usuários, como guincho e socorro mecânico. Essa concessão vai contribuir diretamente para o desenvolvimento do Estado.”
Além dos investimentos previstos, o consórcio também assumirá custos operacionais estimados em R$ 2,5 bilhões. A concessão deve gerar 29 mil empregos ao longo dos 30 anos, sendo 16 mil diretos e 13 mil indiretos.