O proprietário de um terreno em Careiro da Várzea, na Região Metropolitana de Manaus, foi multado em R$ 100 mil após uma fiscalização ambiental encontrar cerca de 50 pneus sendo queimados dentro da propriedade. O flagrante ocorreu na terça-feira (20), na Estrada de Autazes, durante uma operação do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
Segundo as informações divulgadas sobre a fiscalização, o fogo atingia uma área agropastoril. O responsável foi conduzido pela Polícia Civil do Amazonas para uma delegacia, enquanto o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas foi acionado para controlar as chamas.
A autuação foi dividida em duas infrações. R$ 45 mil correspondem especificamente à queima dos pneus, enquanto outros R$ 55 mil foram aplicados porque, segundo a fiscalização, não foram adotadas medidas adequadas para conter o incêndio.
O flagrante ocorreu durante um período em que o uso do fogo está proibido no Amazonas. A restrição foi estabelecida por 120 dias pelo Decreto Estadual nº 55.339, de 9 de setembro de 2026, em razão do período de maior risco relacionado às queimadas.
A proibição tem importância especial em um estado onde incêndios florestais e queimadas podem se espalhar rapidamente durante períodos de condições climáticas desfavoráveis. Além dos danos à vegetação, a fumaça das queimadas pode prejudicar a qualidade do ar e afetar a saúde da população.
A queima de pneus também apresenta riscos ambientais específicos. Quando submetidos ao fogo, esses materiais podem liberar poluentes e resíduos que contaminam o ar e o solo. Por isso, o descarte e o tratamento de pneus usados precisam ocorrer por meios adequados, e não por incineração improvisada.
A fiscalização não ficou restrita ao terreno onde ocorreu o flagrante. De acordo com as informações divulgadas, os agentes do Ipaam vistoriaram outros cinco pontos localizados na Estrada de Autazes e em ramais da região. A ação buscava identificar possíveis situações de desmatamento e utilização irregular do fogo.
Outras ocorrências de queimadas foram encontradas durante a operação e poderão ser submetidas a novas apurações e autuações, caso sejam confirmadas as irregularidades.
O Ipaam mantém mecanismos para que a população comunique possíveis infrações ambientais. Entre as situações que podem ser denunciadas estão queimadas irregulares, desmatamento ilegal e poluição do solo, da água ou do ar.
O caso de Careiro da Várzea chama atenção também pelo valor da penalidade. A multa de R$ 100 mil demonstra que as ações de fiscalização podem envolver diferentes infrações identificadas durante uma mesma ocorrência, principalmente quando o fogo é utilizado de maneira irregular e sem controle adequado.
A condução do proprietário à delegacia não significa, por si só, uma condenação criminal. A partir do registro da ocorrência, as autoridades responsáveis poderão analisar os fatos e adotar as medidas previstas na legislação.
Com a intensificação das fiscalizações, o objetivo dos órgãos ambientais é impedir que o uso irregular do fogo provoque novos focos e danos ambientais durante o período de restrição no Amazonas.