CentroesteNews
21/01/2026
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou o afastamento cautelar da juíza Maria das Graças Gomes da Costa por 90 dias, diante da suspeita de que ela teria conhecimento prévio do feminicídio de Leidiane Souza Lima, ocorrido em 2023, em Rondonópolis. O crime foi cometido por Antenor Alberto Salomão, então marido da vítima.
De acordo com os elementos analisados pelo tribunal, o feminicídio teria sido motivado por uma disputa judicial pela guarda da filha do casal, identificada pelas iniciais I. K. L.. A decisão aponta indícios relevantes de que a magistrada tinha ciência do ocorrido, incluindo registros de ligações telefônicas entre ela e o autor do crime no dia dos fatos.
Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI)!
Outro ponto destacado é que, após o assassinato, a juíza teria deixado a comarca levando a criança, mesmo diante de decisão judicial que havia concedido a guarda à avó materna. A conduta levantou suspeitas de possível descumprimento de ordem judicial e de tentativa de interferência no curso dos fatos.
O afastamento não representa julgamento definitivo, mas visa garantir a apuração isenta das circunstâncias e preservar a credibilidade do Judiciário. O caso segue sob análise das instâncias competentes, enquanto a magistrada permanece temporariamente afastada de suas funções.
O episódio reacende o debate sobre responsabilidade institucional, proteção de crianças em disputas familiares e o papel do sistema de Justiça na prevenção e resposta a casos de violência contra a mulher.




