A possível redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários, pode aumentar em quase 7% os custos totais de empresas de alguns segmentos de serviços. A estimativa consta em levantamento da Íntegra Associados sobre a proposta em discussão no Congresso Nacional.
De acordo com o estudo, cerca de 23,4 milhões de empregos formais seriam afetados pela mudança. O número representa aproximadamente 81,2% dos vínculos celetistas considerados na análise.
O levantamento utilizou como base contratos de trabalho ativos em dezembro de 2025 em estabelecimentos que possuíam pelo menos 20 funcionários.
A mudança na jornada está relacionada às discussões sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. A proposta defendida pelo governo prevê a diminuição da carga horária sem corte salarial, o que pode provocar impactos diferentes entre os setores da economia.
Segundo a análise da Íntegra Associados, segmentos de serviços que dependem de mão de obra intensiva podem sentir maior pressão sobre os custos caso a redução da jornada seja implementada.
O tema continua em debate no Congresso e ainda pode sofrer alterações durante a tramitação.