CentroesteNews
13/01/2026
A Rússia realizou, durante a madrugada, o maior ataque com mísseis registrado em 2026 contra a Ucrânia, ampliando a pressão militar sobre áreas estratégicas do país. O bombardeio teve como principal alvo a cidade de Kharkiv, localizada a cerca de 30 quilômetros da fronteira russa, onde ao menos quatro pessoas morreram e diversas ficaram feridas, segundo autoridades locais.
De acordo com informações preliminares, o ataque durou cerca de uma hora e atingiu uma ampla zona urbana. Uma agência dos correios foi destruída, prédios residenciais e comerciais sofreram danos severos e incêndios se espalharam por uma área estimada em 500 metros, mobilizando equipes de resgate e defesa civil durante toda a madrugada. Moradores relataram explosões sucessivas e dificuldades para deixar áreas atingidas em meio à fumaça e aos escombros.
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Na capital Kiev, os mísseis e drones russos também provocaram danos à infraestrutura crítica, especialmente nos sistemas de energia. Partes da cidade enfrentaram interrupção no fornecimento elétrico, reacendendo o temor de que a Rússia volte a apostar em uma estratégia de desgaste prolongado durante o inverno, mirando serviços essenciais para pressionar a população civil.
Especialistas em segurança avaliam que a ofensiva sinaliza uma mudança de intensidade no conflito, com Moscou buscando demonstrar força militar e capacidade de ataque simultâneo em diferentes regiões. Kharkiv, por sua proximidade com a fronteira, permanece como um dos principais alvos desde o início da guerra, funcionando como ponto sensível tanto do ponto de vista militar quanto simbólico.
O governo ucraniano voltou a pedir reforço no apoio internacional, especialmente em sistemas de defesa aérea, afirmando que a escalada dos ataques aumenta o risco humanitário e compromete ainda mais a infraestrutura do país. Equipes de emergência seguem trabalhando nas áreas atingidas, enquanto o número de vítimas pode aumentar com o avanço das buscas entre os escombros.