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Operação Gorjeta afasta vereador e provoca exoneração de servidores da Câmara de Cuiabá

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CentroesteNews
28/01/2026

 

Foi publicado no Diário Oficial, no fim da noite desta terça-feira (27), o afastamento do vereador Chico 2000 (sem partido) do cargo pelo prazo de 60 dias, além da exoneração de dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá. As medidas são resultado direto da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares no município.

Também foram formalizadas as exonerações de Joaci Conceição Silva e Rubens Vuolo Júnior, que ocupavam cargos no Legislativo municipal. Joaci atuava como assessor parlamentar do vereador Mário Nadaff (PV), enquanto Rubens exercia a função de chefe de gabinete do vereador Chico 2000. Os atos administrativos foram assinados pela presidente da Câmara, vereadora Paula Calil (PL).

Investigação apura desvio de recursos públicos

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De acordo com as investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), o vereador afastado e os dois ex-servidores são suspeitos de integrar um esquema criminoso que teria desviado recursos públicos destinados à Prefeitura de Cuiabá, à Câmara Municipal e à Secretaria Municipal de Esportes.

Além deles, outras três pessoas também estariam envolvidas. Até o momento, a Polícia Civil não detalhou qual teria sido a participação individual dos ex-servidores no esquema investigado.

Atuação prolongada no Legislativo

Conforme já divulgado anteriormente, Joaci Conceição Silva e Rubens Vuolo Júnior mantinham longa trajetória no parlamento municipal. Joaci possuía cerca de 10 anos de vínculo com a Câmara, enquanto Rubens acumulava aproximadamente 15 anos de atuação, tendo ocupado diferentes cargos ao longo desse período.

As remunerações dos ex-servidores variaram, segundo a investigação, entre R$ 4 mil e R$ 14 mil, conforme a função exercida em cada etapa da carreira no Legislativo.

Suposto esquema de retorno de emendas

Segundo a Deccor, o vereador Chico 2000 é investigado por supostamente articular, ao longo de pelo menos três anos, um esquema de retorno de valores provenientes de emendas parlamentares. Os recursos teriam sido destinados inicialmente a um instituto e a uma empresa, com posterior repasse ao parlamentar.

A apuração busca esclarecer o fluxo financeiro e a eventual participação de intermediários no esquema.

Defesa afirma colaboração com as autoridades

Em nota, a defesa do vereador afastado informou que ainda não teve acesso à íntegra da decisão judicial que embasou a Operação Gorjeta e determinou o afastamento do mandato.

O advogado Alaertt Rodrigues da Silva afirmou que todas as informações solicitadas pelas autoridades foram prestadas ao longo das investigações.

“Foram disponibilizados às autoridades competentes todos os documentos e informações solicitados, com amplo acesso a provas, demonstrando total colaboração com o processo”, destacou a defesa.

Novos desdobramentos não são descartados

As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil informou que novos desdobramentos não estão descartados, incluindo a identificação de outros possíveis envolvidos no esquema de desvio de recursos públicos.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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