O estado de Goiás oficializou adesão ao Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis após a publicação da Medida Provisória nº 1.349, de 7 de abril de 2026, que criou um subsídio temporário para importadores de diesel. A medida tem como principal objetivo conter a alta no preço do combustível e reduzir impactos econômicos em setores dependentes do transporte rodoviário.
Pelas regras estabelecidas, o valor da subvenção será de R$ 1,20 por litro de diesel, dividido igualmente entre a União e os estados participantes, com R$ 0,60 custeados por cada parte. O modelo busca aliviar pressões provocadas pela escalada internacional do petróleo e pela volatilidade do mercado externo.
Ao assinar o termo de adesão, o governador Daniel Vilela destacou a importância estratégica do diesel para a economia goiana. Segundo ele, o combustível é essencial para o agronegócio, transporte de cargas, logística e abastecimento de cidades, setores fundamentais para o crescimento do estado.
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Goiás também aceitou o mecanismo de retenção automática no Fundo de Participação dos Estados (FPE), utilizado como garantia operacional para repasse dos recursos referentes ao subsídio.
De acordo com estimativas do governo estadual, o custo máximo da participação goiana pode chegar a R$ 107,2 milhões até 31 de maio de 2026, dependendo da evolução dos preços internacionais do petróleo e da demanda interna por diesel importado.
Especialistas avaliam que a medida pode ajudar a conter reajustes imediatos nos combustíveis, especialmente no frete rodoviário, reduzindo impactos em alimentos, insumos agrícolas e produtos transportados por caminhões. No entanto, também alertam para o peso fiscal da iniciativa caso a crise internacional se prolongue.
O diesel é um dos combustíveis mais relevantes da economia brasileira, abastecendo caminhões, máquinas agrícolas, ônibus e grande parte da cadeia logística nacional. Por isso, oscilações no preço costumam afetar diretamente inflação e custo de vida.