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CentroesteNews

29/08/2025

 

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (29) a Operação Diobélia, que apura crimes eleitorais supostamente cometidos durante o pleito municipal de 2024 em Poconé (104 km de Cuiabá). O principal investigado é o prefeito reeleito Jonas Rodrigues (Podemos), conhecido como Dr. Jonas, suspeito de ter contado com o apoio financeiro de uma facção criminosa para bancar eventos e compra de votos.

De acordo com a PF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão autorizados pela 4ª Zona Eleitoral de Poconé. A medida busca coletar provas que confirmem a participação de organizações criminosas no financiamento da campanha que garantiu a vitória de Dr. Jonas no primeiro turno, com 9.507 votos (50,81% dos válidos).

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Facção no financiamento eleitoral

As investigações começaram após denúncias de que a campanha do prefeito estaria sendo impulsionada com “dinheiro sujo”. Conforme apurado, o chefe de uma facção criminosa teria desembolsado quantias vultosas para patrocinar festas e reuniões políticas, além de financiar a compra direta de votos em bairros estratégicos da cidade.

Testemunhas ouvidas sob sigilo relataram que os eleitores recebiam vantagens em troca de apoio político, caracterizando um esquema de corrupção eleitoral sofisticado e com forte impacto sobre a vontade popular.

O ponto de virada da investigação ocorreu quando a PF rastreou depósitos e movimentações financeiras suspeitas, que ligariam diretamente o líder da facção ao pagamento de um evento público realizado em benefício da candidatura de Dr. Jonas.

Risco de cassação e inelegibilidade

Caso as suspeitas sejam confirmadas, o futuro político do prefeito pode estar ameaçado. Ele poderá responder por abuso de poder econômico, corrupção eleitoral e associação criminosa, crimes que podem levar à cassação do mandato, inelegibilidade por oito anos e até prisão.

O nome da operação, “Diobélia”, faz referência a uma planta típica do Pantanal, numa alusão direta ao município de Poconé, agora no centro de um dos maiores escândalos eleitorais já registrados no estado.

Situação atual

Até o momento, a PF não divulgou se houve apreensão de documentos comprometedores nem se novas fases da operação serão realizadas. O prefeito ainda não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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