O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, afirmou que o governo cubano considera real o risco de uma invasão militar dos Estados Unidos.
A declaração foi feita em entrevista à Agência Brasil, publicada nesta sexta-feira, 30 de outubro.
Segundo o diplomata, Cuba acompanha com preocupação o aumento das pressões políticas e econômicas exercidas pelo governo do presidente americano Donald Trump.
Palomo afirmou que a população cubana está sendo preparada para enfrentar a possibilidade de uma agressão militar.
As declarações ocorrem em um contexto de sanções econômicas e restrições relacionadas ao fornecimento de energia para a ilha.
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O embaixador relatou que o país enfrenta dificuldades provocadas pelo bloqueio e pela redução do acesso ao petróleo.
A situação também afeta atividades econômicas importantes, como o turismo e os serviços relacionados ao transporte internacional.
Nos últimos meses, representantes do governo americano fizeram declarações sobre possíveis mudanças políticas em Cuba, aumentando a tensão diplomática.
O governo cubano sustenta que eventuais transformações internas devem ocorrer por decisão de sua própria população, sem intervenção militar estrangeira.
É importante destacar que a avaliação apresentada pelo embaixador representa a posição do governo de Cuba e não confirma que exista uma operação de invasão oficialmente anunciada pelos Estados Unidos.
Uma eventual escalada militar poderia provocar consequências humanitárias e econômicas para a região do Caribe.
Para a população cubana, que já enfrenta dificuldades no abastecimento e na prestação de serviços, o aumento das tensões amplia a insegurança sobre o futuro.
A comunidade internacional acompanha a situação diante da possibilidade de agravamento das relações entre Washington e Havana.
Os próximos posicionamentos diplomáticos serão importantes para avaliar se haverá espaço para negociação ou continuidade da pressão política e econômica.