A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (14) a sexta fase da Operação Compliance Zero e prendeu o empresário Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. A nova etapa da investigação amplia o cerco contra um suposto esquema criminoso ligado a crimes financeiros, lavagem de dinheiro, espionagem clandestina e invasão de dispositivos eletrônicos.
Ao todo, os agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva e 17 ordens de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As medidas foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.
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Segundo a Polícia Federal, Henrique Vorcaro é apontado como integrante do grupo investigado conhecido como “A Turma”, suspeito de operar uma estrutura paralela voltada à prática de ameaças, coerção, espionagem ilegal, invasões de sistemas e monitoramento clandestino de jornalistas, autoridades públicas e adversários empresariais.
As investigações também alcançam servidores públicos. Entre os alvos estariam uma delegada e um agente da Polícia Federal suspeitos de acessar ilegalmente informações sigilosas relacionadas às apurações envolvendo o Banco Master.
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De acordo com relatórios do Coaf, empresas ligadas ao grupo teriam movimentado aproximadamente R$ 1 bilhão entre os anos de 2020 e 2025 em operações consideradas suspeitas pelas autoridades financeiras.
A Polícia Federal investiga indícios de ocultação patrimonial, movimentações incompatíveis e dificuldades para rastrear a origem e o destino dos recursos financeiros analisados durante as apurações.
Henrique Vorcaro presidia a empresa Multipar, identificada pelos investigadores como uma das peças centrais do núcleo financeiro investigado. Segundo a PF, ele teria atuado diretamente na sustentação operacional e financeira da estrutura suspeita.
A nova fase da operação aumenta a pressão sobre os desdobramentos do chamado caso Banco Master, que já acumula diferentes etapas investigativas relacionadas a suspeitas de corrupção, fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos, ameaça e violação de sigilo funcional. A Polícia Federal informou que as investigações continuam e que novos desdobramentos poderão ocorrer após a análise do material apreendido nesta fase da operação.