A prática do escambo, baseada na troca direta de produtos e serviços sem o uso de dinheiro, voltou a ganhar destaque nas redes sociais. Vídeos publicados no Instagram, TikTok e X (antigo Twitter) mostram pessoas defendendo, de forma séria ou bem-humorada, a retomada desse modelo como alternativa às dificuldades financeiras enfrentadas por muitos brasileiros.
As publicações refletem a percepção de que o salário já não é suficiente para cobrir despesas básicas. Em alguns casos, usuários sugerem trocar habilidades profissionais por serviços ou bens. Há quem ofereça edição de vídeos em troca de aulas de pilates, enquanto outros anunciam a troca de eletrodomésticos, relógios e diversos itens por produtos ou serviços de interesse.
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Embora a ideia tenha viralizado recentemente, o escambo nunca deixou de existir completamente no Brasil. Há anos, grupos em redes sociais e aplicativos são utilizados para a troca de objetos e serviços entre usuários.
O aumento das publicações ocorre em um cenário de inflação de alimentos acima da média, juros elevados e dificuldades econômicas. Dados da Serasa mostram que a dívida média dos jovens inadimplentes aumentou de R$ 2 mil, em 2020, para R$ 3,6 mil, em 2026. Já um estudo do Núcleo de Estudos Raciais do Insper aponta que, apesar de a geração mais jovem ter renda superior à da geração anterior na mesma idade, muitos ainda enfrentam dificuldades para transformar essa renda em melhora efetiva na qualidade de vida.