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CentroesteNews

18/09/2025

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu nesta quarta-feira (17) a necessidade de pacificação política no país ao comentar a aprovação da urgência para o projeto de anistia a condenados por atos golpistas. Segundo ele, a proposta não busca “apagar o passado”, mas criar condições para reconciliação e diálogo.

“O Brasil precisa de pacificação. Não se trata de apagar o passado, mas permitir que o presente seja reconciliado e o futuro construído em bases de diálogo e respeito. Há temas urgentes pela frente e o Brasil precisa andar”, afirmou Motta.

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Urgência aprovada

Com a aprovação da urgência, o projeto não precisará passar por comissões e poderá ser levado diretamente ao plenário. A articulação contou com forte pressão da oposição, que vinha cobrando a análise do tema nas últimas semanas.

Para garantir a votação, foi usado um projeto já protocolado pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). No entanto, Motta ressaltou que esse não será o texto final. Um relator ainda será escolhido para apresentar uma versão substitutiva.

O texto-base de Crivella

A proposta de Crivella prevê uma anistia geral para todos que participaram ou apoiaram manifestações de motivação política ou eleitoral desde 30 de outubro de 2022 até a entrada em vigor da lei. Isso incluiria atos de presença física, doações, apoio logístico e até publicações em redes sociais.

Entre os pontos do texto:

  • Abrangência: alcança crimes políticos, eleitorais, conexos e também tipificados no Código Penal.

  • Direitos: abrange medidas restritivas, como bloqueios em redes sociais ou multas aplicadas pela Justiça Eleitoral e pela Justiça Comum.

  • Exceções: não inclui crimes hediondos, homicídios, terrorismo, tráfico de drogas, tortura, além de algumas condutas específicas, como lesão corporal, incêndio, explosão e infrações disciplinares de agentes públicos. Doações acima de R$ 40 mil também ficariam de fora.

Impacto político

Ainda não está claro se o texto a ser votado incluirá ou não a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Nos bastidores, parlamentares avaliam que a versão final deve propor redução de penas e não um perdão integral das condenações — o que também poderia beneficiar Bolsonaro.

Motta destacou que caberá ao plenário decidir os rumos da proposta:

“É no plenário que os temas se enfrentam, divergências se encontram e a democracia se manifesta em sua força total. Como presidente da Câmara, minha missão é conduzir esse debate com equilíbrio. O plenário Ulysses Guimarães é o coração da República”.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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