Um dia após enviar ao Congresso Nacional o projeto de lei que reduz a jornada semanal para no máximo 40 horas e propõe o fim da escala 6×1, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu mobilização das centrais sindicais para pressionar pela aprovação da proposta.
Durante encontro no Palácio do Planalto, Lula recebeu representantes de centrais sindicais que participaram da marcha da classe trabalhadora em Brasília e afirmou que o apoio popular e a atuação dos trabalhadores serão decisivos no Congresso.
“Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de lutar pelos trabalhadores que representam”, declarou o presidente.
Projeto prevê jornada de até 40 horas
A proposta enviada pelo governo busca limitar a jornada semanal a 40 horas e encerrar o modelo 6×1, em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e folga apenas um.
A pauta ganhou força nacional após mobilizações nas redes sociais e campanhas por melhores condições de trabalho e qualidade de vida.
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Relato de esgotamento
Durante o evento, Lula homenageou Rick Azevedo, criador do movimento Vida Além do Trabalho, que impulsionou o debate sobre o tema.
Azevedo relatou que enfrentou esgotamento e depressão por causa da rotina intensa de trabalho e pouco descanso. Segundo ele, um vídeo publicado nas redes sociais denunciando a escala 6×1 ajudou a ampliar a discussão nacional.
Centrais defendem geração de empregos
Representantes sindicais celebraram o envio do projeto. O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Araújo, afirmou que a medida pode ampliar vagas de emprego.
Já o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, destacou ganhos para saúde, lazer, estudo e convivência familiar.
Mudanças no mundo do trabalho
Também foram debatidos impactos da inteligência artificial, mudanças climáticas, pejotização e proteção de trabalhadores por aplicativo.
Dirigentes sindicais defenderam atualização das leis trabalhistas para responder às novas formas de contratação e aos desafios tecnológicos.
Apoio popular
Pesquisas recentes apontam amplo apoio da população ao fim da escala 6×1, especialmente quando mantidos os salários. O debate tende a ganhar força no Congresso nas próximas semanas.