Um estudo publicado nesta quarta-feira (12) na revista Human Reproduction apontou que a vanilina, substância utilizada como aromatizante em cigarros eletrônicos, pode interferir em processos relacionados aos estágios iniciais do desenvolvimento embrionário.
A pesquisa foi realizada com células-tronco embrionárias humanas, que possuem capacidade de se transformar em diferentes tipos de células do organismo. Em condições normais, essas células dão origem aos principais grupos celulares responsáveis pela formação de órgãos e sistemas.
Durante os experimentos, os pesquisadores observaram alterações nesse processo após a exposição à vanilina. Em concentrações mais elevadas, a substância provocou a morte das células analisadas.
Já em concentrações menores, as células perderam parte da capacidade de se diferenciar em diferentes tipos celulares e passaram a seguir um processo de desenvolvimento mais direcionado. Segundo os pesquisadores, essa alteração pode interferir em etapas importantes do desenvolvimento embrionário.
Os resultados chamam atenção para possíveis efeitos de substâncias presentes nos líquidos utilizados em cigarros eletrônicos. No entanto, os experimentos foram realizados em células em laboratório, e os resultados não significam, por si só, que os mesmos efeitos ocorram da mesma maneira durante uma gestação humana.
O estudo reforça a necessidade de novas pesquisas para compreender os possíveis impactos dessas substâncias sobre o desenvolvimento humano.