Centroeste News
15/06/2025
O Ministério da Fazenda alertou que ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) para até R$ 5 mil, sem compensações como a taxação dos super-ricos, pode gerar impacto fiscal negativo e aumentar a desigualdade no país.
O alerta consta em um estudo divulgado nesta sexta-feira (13) pela Secretaria de Política Econômica (SPE), que avalia os efeitos da reforma do IR na progressividade e na distribuição de renda no Brasil.
“O Brasil é um país de desigualdades abissais. O IRPF deve ser, por definição, um instrumento efetivo de redistribuição de renda, quando está orientado por princípios básicos de capacidade de pagamento e equidade”, ressalta o documento.
A análise aponta que, sem um imposto mínimo sobre os super-ricos, ampliar a faixa de isenção beneficia principalmente as faixas médias da população, mas não corrige as distorções na tabela atual e ainda compromete as contas públicas.
A proposta de taxar grandes fortunas e fundos exclusivos tem sido defendida pelo governo justamente como uma forma de equilibrar os impactos da ampliação da isenção, garantindo que os mais ricos contribuam de forma mais justa, preservando a arrecadação e reduzindo a desigualdade.