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Depois da Venezuela, qual será o próximo alvo de Trump?

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CentroesteNews

07/01/2026

O segundo mandato do presidente Donald Trump tem sido marcado por uma política externa cada vez mais agressiva, impulsionada por sua controversa “Doutrina Donroe”, uma releitura da Doutrina Monroe, que enfatiza a supremacia dos Estados Unidos no hemisfério ocidental. A recente captura de Nicolás Maduro e sua esposa na Venezuela abriu precedentes para novos possíveis alvos no cenário internacional, deixando diversos governos em alerta.

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Entre as nações que podem estar na mira de Trump, a Groenlândia aparece como um alvo curioso e estratégico. A gigante ilha do Ártico, rica em terras raras e fundamental para os avanços tecnológicos e militares, além de sua importância estratégica no Atlântico Norte, vem sendo cobiçada por Trump, que já manifestou interesse em adquiri-la para “garantir a segurança nacional”. Apesar disso, autoridades locais rejeitam qualquer tentativa de controle americano, chamando as ideia de “fantasia”.
Na América do Sul, a Colômbia é vista como um possível próximo passo. Após a operação na Venezuela, Trump enviou alertas ao presidente Gustavo Petro, acusando-o de ser complacente com cartéis de drogas, além de impor sanções ao país. A tensão aumentou quando Trump sugeriu publicamente que uma intervenção na Colômbia seria “bem-vinda”.

O Oriente Médio também permanece no radar. O Irã enfrenta novos protestos internos, e Trump ameaçou que as autoridades do regime sofreriam retaliações caso aumentem a repressão. O histórico de intervenções militares americanas na região, combinado com a recente colaboração com Israel contra instalações nucleares iranianas, torna este um ponto de atenção.

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México e Cuba também não passaram despercebidos. O presidente americano continua a pressionar o México por suas supostas falhas no combate à imigração e ao tráfico de drogas, além de provocar mudanças simbólicas, como renomear o Golfo do México. Já em Cuba, Trump tem mantido um discurso mais otimista, sugerindo que a ilha está “pronta para cair” economicamente, devido à crise originada pela diminuição do fornecimento de petróleo venezuelano.

Com tantos cenários em potencial, resta saber até onde a estratégia de Trump vai levar os Estados Unidos nos próximos anos. Governos ao redor do mundo seguem atentos a cada um dos movimentos do presidente americano, que tem adotado uma abordagem mais direta e muitas vezes imprevisível em sua política externa.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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