Introduzida no Brasil décadas atrás com a expectativa de ajudar na alimentação do gado e na recuperação de áreas degradadas, a leucena acabou se tornando um desafio para o controle ambiental em algumas regiões.
Conhecida cientificamente como Leucaena leucocephala, a espécie é originária da América Central e chegou ao país principalmente por causa de suas características consideradas úteis para a agricultura. De crescimento rápido, a árvore consegue se desenvolver em solos pobres e também contribui para a fixação de nitrogênio no solo.
O problema aparece quando a espécie se estabelece fora das áreas onde foi originalmente cultivada. Com grande capacidade de produção e dispersão de sementes, a leucena pode formar agrupamentos densos e ocupar espaços onde antes havia vegetação nativa.
Por crescer rapidamente, a árvore pode criar sombra e competir por recursos com outras plantas, dificultando o desenvolvimento de espécies locais. Em determinados ambientes, seu controle se torna especialmente difícil.
Controle exige manejo contínuo
Em Campo Grande, medidas específicas foram adotadas para tentar conter a expansão da espécie. A Lei nº 7.418, sancionada em junho de 2025, proibiu o plantio, comércio, transporte e produção da leucena no município e estabeleceu medidas para o controle da planta.
Especialistas apontam que, diante da capacidade de regeneração e dispersão da espécie, o controle contínuo pode ser mais viável do que tentar eliminar completamente a leucena de determinadas áreas.
O caso mostra como espécies introduzidas para cumprir funções agrícolas ou ambientais podem produzir efeitos diferentes dos esperados quando conseguem se estabelecer e se espalhar sem controle.