Com menos de um mês no cargo, a presidente do Peru, Keiko Fujimori, enfrenta uma sequência de eventos naturais que tem provocado danos em diferentes regiões do país.
Na quinta-feira (20), um terremoto de magnitude 7,2 atingiu o departamento de Ayacucho. Segundo o ministro da Defesa, Rafael Belaunde, três pessoas ficaram feridas e 122 residências, seis escolas e 12 postos de saúde foram danificados. Até o momento, não havia registro de mortes relacionadas ao tremor.
O terremoto também provocou um apagão na província de Nazca, no departamento de Ica, afetando cerca de 6 mil clientes, de acordo com o Centro Nacional de Operações de Emergência (Coen).
Além do terremoto, o Peru enfrenta fortes chuvas, responsáveis por deslizamentos de terra, alagamentos e bloqueios de estradas. Nesta sexta-feira (21), o Ministério da Defesa anunciou uma ponte aérea humanitária para atender e retirar pessoas que ficaram isoladas por deslizamentos na Rodovia Pan-Americana Sul, entre Atico e Ocoña, na província de Caravelí, em Arequipa.
Os temporais também afetaram o turismo. Na terça-feira (18), a Diretoria Regional de Cultura de Cusco suspendeu temporariamente o acesso à Trilha Inca que leva a Machu Picchu devido aos deslizamentos e aos danos provocados pelas chuvas.
A situação ainda gerou tensão dentro do próprio governo. O ministro da Economia e Finanças, Elmer Cuba, precisou se retratar após minimizar os impactos das enchentes ao afirmar que cidades como Paris e Madri também enfrentam alagamentos e que não seria necessário “exagerar” diante da situação.
Fujimori reagiu às declarações e afirmou que o ministro não havia compreendido a dimensão dos danos e do sofrimento das famílias atingidas. Segundo a presidente, muitas pessoas perderam praticamente tudo e, além da resposta emergencial, é necessário corrigir problemas estruturais.
Posteriormente, Cuba reconheceu que sua declaração havia sido “pouco feliz” e pediu desculpas. O ministro afirmou que jamais teria a intenção de se referir daquela maneira aos cidadãos afetados e destacou que o mais importante agora é concentrar esforços para enfrentar a emergência.
A sequência de terremotos, chuvas e deslizamentos coloca o recém-empossado governo Fujimori diante de um dos primeiros grandes desafios de sua gestão, exigindo respostas rápidas para reduzir os impactos sobre a população e a infraestrutura do país.