A vida nunca correu tão depressa. Estudo, trabalho, compromissos sempre em sequência uso excessivo de celular. Acompanhar o ritmo acelerado da atual sociedade tem se tornando cada vez mais difícil nos dias atuais. Diante desse cenário, vem crescendo um fenômeno que os especialistas chamam de “doenças do futuro”. O termo não se refere a enfermidades novas, mas a condições que já existiam e que, diante das recentes mudanças do corpo social intensificaram-se.
Entre os principais exemplos encontram-se transtornos de ansiedade, depressão, esgotamento físico e distúrbios de sono ligados ao estresse. Durante a pandemia da Covid-19 o isolamento social, o excesso de tempo conectados às telas e a dúvida perante crises políticas e econômicas acarretaram um cenário fértil para o avanço dessas condições. Atualmente, no mundo pós pandêmico, um dos fenômenos mais observados é a conhecida como ansiedade social. Após meses de distanciamento, muitas pessoas relatam a dificuldade de retornar a atividades de interação presencial, manter uma simples conversa ou lidar com espaços cheios. “O que antes era rotina, hoje pode gerar desconforto, medo ou até pânico” afirma a psicóloga Mariana Silva.
Também é válido ressaltar a constante sensação de viver em aceleração. A impressão de que cada minuto precisa ser produtivo ao máximo pressiona as pessoas a produzir em massa e sem pausa. E o não acompanhamento desse ritmo resulta em frustração, sentimento de fracasso e muitas vezes, adoecimento. Especialistas associam essa rotina à insônia, estresse, aumento de problemas cardíacos e um cansaço que parece nunca acabar.
As chamadas “doenças do futuro” sempre existiram. O que muda é a intensidade com que afetam a sociedade de hoje. As evidências sugerem que, se nada mudar, a situação deve se intensificar.
Pensando nisso, o CentroesteNews passa a publicar uma coluna semanal dedicada ao tema. Um espaço para discutir, com dados e análises, de que forma a vida moderna mexe com a saúde, o comportamento e o bem-estar de todos nós.