O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), prepara uma ampla reforma administrativa para janeiro de 2027, com o objetivo de reduzir despesas e reorganizar a estrutura do governo estadual. Entre as possibilidades em análise estão a fusão de secretarias, a redução de cargos comissionados e a revisão de contratos e gastos com pessoal.
O trabalho de elaboração da proposta foi atribuído ao ex-secretário estadual de Fazenda Rogério Gallo, responsável por coordenar um diagnóstico da máquina pública. O levantamento deve avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, os custos administrativos e possíveis sobreposições de funções para identificar oportunidades de economia.
Uma das alternativas discutidas é reduzir o número de secretarias estaduais em uma ou duas unidades, por meio da integração de pastas e da redistribuição de atribuições. Até o momento, porém, não foram anunciadas oficialmente quais secretarias poderiam ser fundidas ou quais cargos seriam eliminados.
A reforma também está relacionada à preocupação do governo com a arrecadação estadual e a manutenção dos investimentos públicos. Rogério Gallo afirmou que Mato Grosso precisa encontrar formas de compensar possíveis perdas de receita e preservar recursos destinados a obras de infraestrutura e outros projetos prioritários. A equipe também avalia a possibilidade de um Programa de Demissão Voluntária (PDV), mas a medida ainda não foi definida.
A proposta poderá provocar mudanças na composição do primeiro escalão e no funcionamento de diferentes órgãos estaduais. Entretanto, ainda não há confirmação de demissões de servidores efetivos, redução salarial ou retirada de direitos funcionais.
O diagnóstico administrativo deverá orientar as decisões do governador para o mandato de 2027 a 2030. Depois da conclusão dos estudos, eventuais alterações estruturais dependerão das medidas administrativas e legais necessárias, incluindo a análise da Assembleia Legislativa, quando aplicável.