CentroesteNews
16/06/2025
Conflito entre Israel e Irã se intensifica: Netanyahu promete eliminar líderes militares iranianos
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou nesta segunda-feira (16) que seu país está alcançando importantes vitórias na ofensiva contra o Irã. Em pronunciamento transmitido ao vivo, o premiê afirmou que Israel está “mudando a face do Oriente Médio” ao atingir diretamente a alta cúpula militar iraniana.
“Vamos continuar eliminando os líderes militares iranianos, um a um”, afirmou Netanyahu, destacando que a operação iniciada na última sexta-feira causou danos significativos à estrutura bélica do Irã.
O chefe de governo ainda afirmou que os ataques representam um marco na luta contra a ameaça iraniana, especialmente em relação ao seu programa nuclear. Segundo ele, os avanços militares de Israel refletem um esforço estratégico para conter o poderio iraniano e impedir que o país desenvolva armas nucleares.
Israel garante que o mundo está mais seguro
Em entrevista à GloboNews, o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, reforçou o discurso do governo israelense ao afirmar que o mundo está mais seguro após os recentes ataques.
“Com o programa nuclear iraniano temporariamente interrompido, acreditamos que a segurança global deu um passo importante”, declarou o diplomata. Ele destacou que uma arma nuclear nas mãos do atual regime iraniano representaria uma ameaça não apenas a Israel, mas a toda a comunidade internacional.
Zonshine também criticou o apoio do Irã a grupos considerados terroristas e classificou como “alívio” a paralisação temporária do programa nuclear: “Com a suspensão das atividades nucleares, ainda que momentânea, o mundo está em uma posição menos vulnerável.”
Tensão regional preocupa comunidade internacional
O agravamento do conflito entre Irã e Israel tem gerado preocupação em líderes globais, que temem uma escalada militar de grandes proporções no Oriente Médio. As Nações Unidas e outras entidades diplomáticas têm apelado por moderação e diálogo entre as partes, diante do risco de o confronto envolver outros países da região.