O Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD) alcançou, em 2026, o maior percentual de mulheres aprovadas de sua história. Segundo dados divulgados pelo Ministério das Relações Exteriores na quarta-feira (24), 45% dos candidatos aprovados são mulheres, índice que supera com ampla margem a média histórica de 21% registrada desde a criação do concurso.
O anúncio foi feito no Dia Internacional das Mulheres na Diplomacia, data que busca reconhecer e incentivar a presença feminina nas relações internacionais e na diplomacia.
Ações afirmativas impulsionam resultado
Para o Ministério das Mulheres, o resultado representa um avanço importante na redução das desigualdades históricas enfrentadas pelas mulheres no acesso ao Serviço Exterior Brasileiro.
De acordo com a pasta, o crescimento da participação feminina está relacionado às ações afirmativas implementadas pelo Itamaraty a partir de 2024, dentro do Programa Federal de Ações Afirmativas.
A principal medida prevê a convocação de um número adicional de candidatas aprovadas na primeira etapa do concurso para participar das provas discursivas da segunda fase, ampliando as oportunidades de permanência na seleção.
Crescimento é observado pelo terceiro ano seguido
Segundo o Ministério das Mulheres, o percentual de mulheres aprovadas no CACD vem aumentando de forma consecutiva desde a adoção da política afirmativa.
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O desempenho de 2026 representa o terceiro ano seguido de crescimento da participação feminina entre os aprovados, consolidando uma tendência de maior equilíbrio de gênero em uma das carreiras mais tradicionais da administração pública federal.
Historicamente, a diplomacia brasileira foi marcada pela predominância masculina, cenário que vem sendo gradualmente modificado por políticas voltadas à promoção da diversidade e da igualdade de oportunidades.
O papel do CACD
O Concurso de Admissão à Carreira Diplomática é considerado um dos processos seletivos mais concorridos do país e é responsável pelo ingresso de novos diplomatas no Instituto Rio Branco, escola de formação vinculada ao Ministério das Relações Exteriores.
Os aprovados passam por formação especializada antes de iniciar a carreira no Serviço Exterior Brasileiro, atuando em embaixadas, consulados, organismos internacionais e na formulação da política externa do país.
Diversidade fortalece a diplomacia
Especialistas apontam que a ampliação da diversidade na diplomacia contribui para tornar o serviço público mais representativo da sociedade brasileira, além de favorecer diferentes perspectivas na condução das relações internacionais.
O aumento da participação feminina também acompanha uma tendência observada em diversos países, que vêm adotando políticas voltadas à promoção da igualdade de gênero em cargos de liderança e representação internacional.