A China apresentou um novo plano nacional para o período de 2026 a 2030 com metas voltadas à expansão das florestas, recuperação de pastagens e combate à desertificação. A estratégia integra o 15º Plano Quinquenal do país e busca conciliar preservação ambiental, desenvolvimento econômico e inovação tecnológica.
Entre os principais objetivos estão elevar a cobertura florestal para 25,8% do território nacional até 2030, ampliar as reservas florestais para 22,4 bilhões de metros cúbicos e expandir a indústria de florestas e pastagens para 14 trilhões de yuans, equivalente a cerca de R$ 10,5 trilhões.
Um dos principais desafios enfrentados pelo país é a desertificação. Atualmente, a China possui cerca de 2,57 milhões de quilômetros quadrados de áreas desertificadas, concentradas principalmente nas regiões áridas e semiáridas do norte e do oeste.
Para enfrentar esse cenário, o país mantém desde 1978 o Programa dos Três Cinturões de Proteção do Norte, conhecido como Grande Muralha Verde, considerado um dos maiores projetos de reflorestamento do mundo, com abrangência superior a 4 milhões de quilômetros quadrados.
Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a China já possui aproximadamente 220 milhões de hectares de florestas e lidera a expansão da cobertura florestal nas últimas décadas.
Além do reflorestamento, o novo plano prevê ampliar áreas protegidas e parques nacionais, conservar 165 espécies ameaçadas, proteger zonas úmidas e incentivar atividades econômicas sustentáveis, como o turismo ecológico, a produção de alimentos e o cultivo de plantas medicinais.