Se você ainda está com o nome sujo e pensando em renegociar as dívidas, o relógio está correndo. O Novo Desenrola Brasil, mais conhecido como Desenrola 2.0, encerra o prazo para adesão na próxima segunda-feira, 3 de agosto. Depois dessa data, quem não tiver aproveitado as condições especiais terá que buscar alternativas diretamente com os credores, sem os benefícios do programa federal.
Criado pelo governo para ampliar o acesso à renegociação de dívidas, o programa já movimentou mais de R$ 20 bilhões em acordos e beneficiou mais de 6 milhões de pessoas, de acordo com a Federação Brasileira de Bancos. Os números impressionam: cerca de 4 milhões de consumidores com débitos de até R$ 100 tiveram o nome limpo dos cadastros de inadimplentes, enquanto 1,1 milhão conseguiram quitar suas dívidas à vista com descontos que chegaram a 80%.
Para quem ainda pretende aderir, o caminho é verificar se atende aos critérios do programa e procurar a instituição financeira pelos canais oficiais — aplicativo, internet banking, site ou agência.
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A recomendação das autoridades é clara: evite intermediários e desconfie de mensagens recebidas por WhatsApp, redes sociais ou telefone que prometam facilitar a renegociação mediante pagamento. Golpes costumam aumentar justamente em períodos de maior procura, quando a urgência fala mais alto.
Antes de fechar qualquer acordo, vale também fazer uma conta simples: a parcela cabe no orçamento? Comparar as condições oferecidas pode fazer toda a diferença. Porque, embora a renegociação alivie a situação no curto prazo, assumir um compromisso incompatível com a renda pode gerar um novo ciclo de inadimplência — e aí o problema volta, às vezes maior do que antes.