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Carlos Viana confirma devolução de documentos sobre Vorcaro à CPMI do INSS

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O senador Carlos Viana (Podemos-MG) anunciou que os documentos referentes à quebra de sigilos do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, serão devolvidos à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades no INSS. O acesso às informações, que estão sob a guarda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, desde uma decisão do ministro Dias Toffoli em dezembro, acontecerá após a Polícia Federal concluir a compilação dos dados. A devolução está prevista para ocorrer em até três semanas.

Segundo Viana, muitos detalhes relevantes ainda se encontram nos celulares de Vorcaro, o que justifica a continuidade das apurações conduzidas pela PF. O senador explicou que o depoimento de Daniel Vorcaro à CPMI foi reagendado para o dia 26 de fevereiro, substituindo a data inicial marcada para esta quinta-feira (5). No lugar disso, a comissão ouvirá o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior.

A defesa de Vorcaro pediu o adiamento do depoimento alegando razões de saúde, sem especificar o problema. Carlos Viana concordou com a mudança na data, sob a condição de que não fosse apresentado habeas corpus para impedir a ida do banqueiro à nova audiência. O senador também alertou que, caso haja tentativa de evitar o comparecimento, será solicitada a condução coercitiva. Ele afirmou que Vorcaro está disposto a participar do depoimento de forma aberta e colaborativa.

A convocação de Vorcaro, aprovada pela CPMI em dezembro, inclui a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telemático. O objetivo é esclarecer a participação do Banco Master em supostos esquemas de oferta de produtos financeiros, como crédito consignado, a aposentados e pensionistas. A comissão investiga fraudes como assédio, concessões indevidas e renovações fraudulentas, que resultaram em dívidas impagáveis.

A CPMI do INSS, instalada em agosto, realizou 29 reuniões até dezembro e voltou aos trabalhos nesta semana. No ano anterior, o comitê conduziu depoimentos de 26 testemunhas, incluindo Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”. Ele foi apontado como o operador de um esquema milionário de fraudes, que teria movimentado R$ 24,5 milhões em apenas cinco meses. Muitos convocados optaram por permanecer calados, amparados por decisões judiciais, enquanto outros foram acusados de mentir em seus depoimentos.

As investigações da comissão buscam responsabilizar os envolvidos nos crimes contra os aposentados e pensionistas, além de recuperar valores desviados em operações fraudulentas. A expectativa é que, com o retorno dos trabalhos, as próximas semanas tragam avanços significativos no caso.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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