O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica na manhã desta sexta-feira (27) e deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após permanecer internado por 14 dias para tratar um quadro de pneumonia. Ele seguiu diretamente para sua residência no Lago Sul, região nobre da capital federal, onde passará a cumprir prisão domiciliar temporária, conforme determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A alta foi confirmada em boletim assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, além do diretor-geral do hospital, Allisson Barcelos Borges.
Mais Lidas
-
Max Russi anuncia intenção de cortar gastos e cargos comissionados na ALMT em 2027
-
“A Assembleia confia na Polícia Federal, no Ministério Público e na imprensa”. A declaração é do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), ao defender o aprofundamento das investigações da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal em 29 de outubro, que resultou na prisão do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo. Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (4), o parlamentar classificou a situação como muito ruim e destacou a importância da atuação dos órgãos responsáveis, além do acompanhamento da imprensa, para o esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, caso sejam comprovadas irregularidades. “Eu acredito que isso vai ser muito bem apurado, a sociedade vai acompanhar de perto e a Assembleia Legislativa também. Vamos confiar nesses órgãos e aquilo que for papel da ALMT, nós vamos tomar todas as providências, eu falo em nome do parlamento estadual e tenho certeza que podemos contar com todos os deputados”, afirmou Max. O presidente reforçou ainda que a Assembleia acompanhará os desdobramentos da operação e adotará as medidas que estiverem dentro de suas atribuições, conforme o avanço das investigações. A intenção, segundo o parlamentar, é contribuir para que os fatos sejam esclarecidos e eventuais responsabilidades sejam devidamente apuradas. A Operação A Operação Tomada de Contas foi deflagrada em 29 de outubro pela Polícia Federal (PF), com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para investigar um suposto esquema de fraudes em contratos, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra o presidente do TCE, Sérgio Ricardo de Almeida, além de outros investigados, entre eles o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires, Roseli Loss, Adriangelo Barros Antunes, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke.
-
Max Russi assumirá Governo de MT durante viagem de Pivetta à COP31
Internação após mal-estar na Papuda
Bolsonaro estava internado desde o dia 13 de março, quando passou mal no prédio anexo do Complexo Penitenciário da Papuda — o 9º Batalhão da Polícia Militar, onde cumpria pena desde sua condenação por tentativa de golpe de Estado.
Segundo informações médicas, ele apresentava febre alta, queda de saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. O quadro levou equipes do Samu a transferi-lo para o hospital particular, onde foi diagnosticado com pneumonia e permaneceu sob monitoramento intensivo.
Até a internação, o ex-presidente cumpria sua condenação de 27 anos e 3 meses, aplicada pelos crimes relacionados à tentativa de subverter o resultado eleitoral e estimular movimentos golpistas no país.
Entre na comunidade de WhatsApp do Centroeste News e receba notícias em tempo real
Retorno ao Lago Sul e nova fase da pena
Com a transferência para a prisão domiciliar, Bolsonaro volta a ser monitorado por tornozeleira eletrônica, equipamento que ele chegou a violar no ano passado, o que resultou em uma ação imediata da Polícia Federal e na sua posterior detenção preventiva.
A decisão de Moraes também determina que a casa do ex-presidente receba reforço de segurança da Polícia Militar do Distrito Federal para evitar risco de fuga ou quebra das medidas impostas.
Prazo inicial de 90 dias
A prisão domiciliar tem validade inicial de 90 dias. Ao final desse período, o ministro Alexandre de Moraes deverá avaliar:
- um novo laudo médico sobre o estado de saúde do ex-presidente;
- eventual necessidade de manutenção, ampliação ou revogação da medida;
- o comportamento de Bolsonaro durante o cumprimento da pena domiciliar.
Fontes jurídicas avaliam que a permanência do benefício dependerá da estabilidade clínica do ex-presidente e do cumprimento rigoroso das regras impostas pelo STF.