O banco francês Crédit Mutuel Arkéa foi alvo de um ataque cibernético que provocou o desvio de aproximadamente 100 milhões de euros, equivalente a cerca de US$ 112 milhões. A fraude foi identificada pela instituição e confirmada em comunicado divulgado na quarta-feira (4). Apesar do prejuízo financeiro, o banco afirmou que as contas e os recursos dos clientes não foram afetados.
Segundo informações divulgadas pela instituição, os criminosos utilizaram uma conta pertencente ao próprio banco para realizar transferências fraudulentas destinadas a outras instituições financeiras. A movimentação não envolveu diretamente as contas dos correntistas nem os recursos mantidos nas subsidiárias do grupo.
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“A Assembleia confia na Polícia Federal, no Ministério Público e na imprensa”. A declaração é do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), ao defender o aprofundamento das investigações da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal em 29 de outubro, que resultou na prisão do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo. Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (4), o parlamentar classificou a situação como muito ruim e destacou a importância da atuação dos órgãos responsáveis, além do acompanhamento da imprensa, para o esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, caso sejam comprovadas irregularidades. “Eu acredito que isso vai ser muito bem apurado, a sociedade vai acompanhar de perto e a Assembleia Legislativa também. Vamos confiar nesses órgãos e aquilo que for papel da ALMT, nós vamos tomar todas as providências, eu falo em nome do parlamento estadual e tenho certeza que podemos contar com todos os deputados”, afirmou Max. O presidente reforçou ainda que a Assembleia acompanhará os desdobramentos da operação e adotará as medidas que estiverem dentro de suas atribuições, conforme o avanço das investigações. A intenção, segundo o parlamentar, é contribuir para que os fatos sejam esclarecidos e eventuais responsabilidades sejam devidamente apuradas. A Operação A Operação Tomada de Contas foi deflagrada em 29 de outubro pela Polícia Federal (PF), com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para investigar um suposto esquema de fraudes em contratos, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra o presidente do TCE, Sérgio Ricardo de Almeida, além de outros investigados, entre eles o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires, Roseli Loss, Adriangelo Barros Antunes, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke.
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Após o desvio, parte do dinheiro pode ter sido convertida em criptomoedas por meio de plataformas especializadas. O banco informou que uma parcela dos valores foi bloqueada e que equipes trabalham para recuperar o restante dos recursos.
A instituição também esclareceu que os invasores não utilizaram a plataforma de serviços bancários digitais Fortuneo, como chegou a ser divulgado inicialmente. O acesso ocorreu por meio da plataforma de um prestador de serviços terceirizado, que permitiu aos criminosos alcançar diretamente os sistemas do banco.
Operações foram temporariamente afetadas
Como medida preventiva, o Crédit Mutuel Arkéa suspendeu temporariamente algumas transações para impedir novas movimentações fraudulentas e reforçar os mecanismos de segurança. A medida provocou atrasos em determinadas transferências, mas a instituição informou que a maior parte das operações foi normalizada após as verificações.
O banco classificou o episódio como um ataque externo sofisticado e descartou, em comunicado, que a ocorrência tenha sido provocada por erro humano. Também afirmou que o prejuízo ainda está sendo calculado e que os valores envolvidos não representam ameaça à sua estabilidade financeira.
Autoridades francesas investigam o caso
O Ministério Público de Paris abriu uma investigação para apurar o ataque, que está sob responsabilidade das autoridades especializadas em crimes cibernéticos. A instituição financeira informou que comunicou o episódio aos órgãos reguladores e às autoridades judiciais e policiais.
O caso chama a atenção pelo fato de criminosos terem conseguido desviar recursos diretamente de uma instituição bancária de grande porte. O Crédit Mutuel Arkéa possui mais de 5,8 milhões de clientes e aproximadamente 211,5 bilhões de euros em ativos.
As investigações continuam para identificar os responsáveis, esclarecer como ocorreu a invasão e determinar o valor definitivo do prejuízo.
Fontes: Reuters, AFP e comunicado oficial do Crédit Mutuel Arkéa.