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A Câmara dos Deputados do Paraguai rejeitou, nesta quinta-feira (5), o pedido de impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana, que está na linha de sucessão presidencial após a renúncia de Santiago Peña. A decisão ocorreu em meio à crise política e financeira provocada pelo colapso do Ueno Bank, que deixou milhões de clientes sem acesso aos próprios recursos.

A proposta de afastamento recebeu 48 votos contrários e 30 favoráveis. O resultado não alcançou a maioria de dois terços exigida pela Constituição paraguaia para que a acusação avançasse ao Senado. Com isso, o pedido contra Alliana foi arquivado pela Câmara.

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A votação aconteceu durante uma sessão extraordinária convocada após o anúncio da renúncia de Peña, que deixou o comando do país em meio à pressão política provocada pela crise bancária. A situação também envolveu acusações da oposição sobre possíveis irregularidades na relação entre integrantes do governo e a instituição financeira.

Alliana havia sido incluído nos pedidos de impeachment apresentados por parlamentares oposicionistas, que questionavam sua suposta participação na condução da crise envolvendo o Ueno Bank. Entre as acusações estavam possíveis omissões diante de problemas financeiros da instituição e a utilização de recursos de fundos previdenciários.

Com a rejeição do pedido de impeachment, o vice-presidente fica livre desse processo na Câmara e tem o caminho aberto para assumir a Presidência. Pela Constituição do Paraguai, em caso de renúncia do presidente, o vice assume o cargo e deverá concluir o mandato, previsto para agosto de 2028.

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Crise bancária provocou renúncia de Peña

A saída de Santiago Peña está diretamente relacionada ao colapso do Ueno Bank, instituição que teve suas operações interrompidas após o Banco Central identificar problemas de solvência. A medida afetou aproximadamente 3 milhões de clientes e provocou forte repercussão econômica e política no país.

Peña enfrentava questionamentos por sua antiga ligação societária com o Grupo Vázquez, controlador do banco, do qual foi acionista até março de 2025. A oposição também levantou suspeitas sobre a movimentação de recursos públicos e previdenciários na instituição.

Apesar da renúncia, a Câmara aprovou o prosseguimento do processo de impeachment contra Peña, por 78 votos favoráveis e nenhum contrário, encaminhando a acusação ao Senado.

O episódio abre uma nova etapa na política paraguaia, com a expectativa de transferência do comando do Executivo para Pedro Alliana enquanto as investigações sobre a crise financeira continuam.

Fontes: ABC Color, EFE, CNN Brasil e Câmara dos Deputados do Paraguai.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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