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Os mercados globais iniciaram a semana sob forte influência das tensões geopolíticas no Oriente Médio. As bolsas de Estados Unidos oscilaram ao longo desta segunda-feira (13), enquanto os preços do petróleo dispararam após o presidente Donald Trump ordenar o bloqueio de embarcações ligadas ao Irã no estratégico Estreito de Ormuz.

A medida foi tomada após o fracasso das negociações entre Washington e Teerã no fim de semana e elevou o temor de uma crise energética global, já que cerca de 20% do petróleo mundial passa pela região. Mesmo com a reação inicialmente moderada, investidores demonstraram cautela diante da possibilidade de escalada do conflito e interrupções no fornecimento de energia.

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Em Wall Street, os principais índices chegaram a registrar perdas, mas reduziram o ritmo ao longo do dia. Entre os destaques negativos, as ações do Goldman Sachs caíam cerca de 3,3%, após o banco divulgar resultados considerados abaixo das expectativas no início da temporada de balanços. A instituição reportou receita fraca na divisão de renda fixa, câmbio e commodities, apesar de desempenho recorde na área de ações.

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Analistas apontam que o ambiente segue marcado por incerteza, com tendência de volatilidade elevada nas próximas semanas, especialmente diante do impacto direto das decisões geopolíticas sobre os preços das commodities.

No Brasil, o cenário também acendeu alerta. O Banco Central do Brasil divulgou o novo Boletim Focus, que mostrou aumento nas expectativas de inflação para os próximos anos. A projeção do IPCA para 2026 subiu para 4,71%, acima do teto da meta oficial, que é de 4,5%. Trata-se da quinta alta consecutiva do indicador.

Para 2027, a estimativa também avançou, chegando a 3,91%, enquanto as projeções para 2028 e 2029 foram mantidas acima do centro da meta, em 3,60% e 3,50%, respectivamente. Apesar da pressão inflacionária, as previsões para a taxa básica de juros (Selic) permaneceram estáveis.

O avanço da inflação projetada, somado ao cenário externo instável, reforça a cautela dos agentes financeiros e pode influenciar decisões futuras de política monetária no país.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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