Um macho de onça-parda, atualmente com três anos de idade, está entre os 989 animais silvestres acolhidos no Centro de Triagem de Animais Silvestres do Rio de Janeiro, localizado em Seropédica. O felino foi resgatado pela Polícia Federal em 2023, após ser encontrado em um cativeiro improvisado no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana.
Atualmente, porém, a unidade enfrenta uma situação sanitária delicada. O centro, administrado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, está temporariamente fechado para o recebimento de novos animais após a identificação de um surto de tuberculose que atingiu parte da população de macacos-prego mantida no local.
Única unidade de reabilitação do estado
O Cetas-RJ é a única unidade do Ibama no estado do Rio de Janeiro habilitada para receber, tratar, reabilitar e preparar para a soltura aves, mamíferos e répteis vítimas de tráfico de animais, maus-tratos, acidentes ou apreensões realizadas por órgãos ambientais e forças de segurança.
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Com o fechamento temporário, ficam suspensos novos resgates e apreensões destinados ao centro, medida adotada para evitar a disseminação da doença entre os animais sob cuidados da instituição.
Surto mobiliza medidas sanitárias
A tuberculose identificada entre os macacos-prego levou o Ibama a adotar protocolos de controle sanitário, incluindo o isolamento de animais, monitoramento veterinário e avaliação das condições de biossegurança da unidade.
A doença pode afetar diferentes espécies de mamíferos e exige acompanhamento rigoroso para impedir novos casos, especialmente em centros que concentram grande número de animais provenientes de diferentes regiões.
As autoridades ambientais ainda avaliam a extensão do surto e trabalham para restabelecer as atividades do centro com segurança.
Onça resgatada segue em reabilitação
A onça-parda acolhida pelo Cetas-RJ foi encontrada vivendo em condições inadequadas em uma área urbana da capital fluminense, onde era mantida ilegalmente em um cativeiro improvisado.
Desde o resgate, o animal recebe acompanhamento veterinário e passa por um processo de reabilitação. Casos como esse exigem avaliações criteriosas para verificar se há condições de retorno à natureza ou se será necessária a destinação para instituições autorizadas, como zoológicos ou centros de conservação.
Combate ao tráfico de animais
O caso reforça os desafios enfrentados pelos órgãos ambientais no combate ao tráfico de fauna silvestre, considerado um dos principais crimes ambientais do país.
Centros de Triagem de Animais Silvestres desempenham papel fundamental nesse trabalho, oferecendo atendimento especializado aos animais resgatados e contribuindo para sua recuperação sempre que possível.
Enquanto o Cetas-RJ permanece fechado, os órgãos ambientais avaliam alternativas para o encaminhamento de novos animais resgatados até que a unidade possa retomar suas atividades.