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A vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, ficou ferida durante uma carreata em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite de sábado (24), véspera do segundo turno das Eleições 2026.

Segundo a assessoria da parlamentar, Iara estava em um carro de som quando o veículo foi alvo de objetos arremessados por pessoas que estavam nas proximidades. Entre os objetos mencionados estão pedras, tijolos, garrafas de vidro e outros materiais. A vereadora foi atingida no rosto e precisou ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi encaminhada a um hospital, onde recebeu atendimento médico, passou por exames e permaneceu em observação.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram momentos de tensão durante a passagem do carro de som pela Avenida Sanitária. As imagens registram objetos sendo lançados em direção ao veículo onde estavam os participantes da carreata.

De acordo com relatos divulgados por integrantes do ato, o episódio ocorreu após uma tentativa de negociação para que o carro de som pudesse passar por um trecho da avenida onde havia uma concentração de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL), candidato adversário de Lula na disputa presidencial. Essa versão consta nos relatos de participantes e ainda depende da apuração das autoridades.

O deputado federal Paulo Guedes (PT-MG), que também participava da carreata, condenou o episódio e defendeu uma investigação para identificar os responsáveis pelas agressões. A equipe de Iara também solicitou a apuração do caso e responsabilização de quem tiver participado dos ataques.

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Em nota, a assessoria da vereadora afirmou que divergências políticas não justificam agressões e classificou o episódio como um caso de violência política. A parlamentar também manifestou solidariedade às demais pessoas que teriam sido atingidas durante o tumulto.

Até a publicação das informações mais recentes, não havia confirmação oficial sobre prisões ou responsabilizações pelo ataque. A Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais ainda não havia apresentado um posicionamento sobre o caso.

O episódio ocorreu poucas horas antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25). O caso reacende a preocupação com a segurança de atos políticos e com a necessidade de preservar o direito de manifestação sem que divergências entre grupos resultem em agressões.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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