O Serviço Geológico do Brasil identificou concentrações expressivas de minerais conhecidos como terras raras em áreas dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. A descoberta faz parte de um levantamento geológico estratégico que busca ampliar o conhecimento sobre o potencial mineral brasileiro.
Segundo o diretor de Geologia e Recursos Minerais do órgão, Francisco Valdir Silveira, algumas amostras coletadas apresentaram concentrações superiores a 8 mil partes por milhão de elementos terras raras, índice considerado relevante em pesquisas preliminares de campo.
O estudo integra o projeto “Avaliação do Potencial de Terras Raras no Brasil – Etapa São Paulo e Paraná”, desenvolvido pelo Serviço Geológico do Brasil. As análises envolveram municípios paulistas como Cajati, Juquiá e Cananéia, além de áreas localizadas no Paraná e em Santa Catarina.
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As pesquisas incluem coleta de solo e rochas, levantamentos geofísicos e análises geoquímicas para identificar regiões com maior potencial mineral.
Apesar dos resultados considerados positivos, o órgão ressalta que ainda não há confirmação da existência de jazidas economicamente viáveis ou projetos de mineração em fase operacional. O levantamento atual serve como base para futuras etapas de pesquisa e avaliação técnica.
As terras raras são um grupo de minerais considerados estratégicos para a economia global, especialmente em setores ligados à transição energética, indústria de defesa e tecnologia de alta complexidade.
Esses elementos são utilizados na fabricação de baterias para carros elétricos, turbinas eólicas, semicondutores, equipamentos eletrônicos, sistemas militares e dispositivos de alta performance tecnológica.
Especialistas avaliam que o Brasil possui grande potencial geológico para exploração desses minerais, mas ainda enfrenta desafios relacionados à pesquisa avançada, infraestrutura e atração de investimentos para transformar reservas minerais em produção comercial.
O avanço das pesquisas ocorre em um momento de crescente disputa internacional por minerais estratégicos, impulsionada pela expansão das energias renováveis e da indústria tecnológica global.