O Senado brasileiro aprovou o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, encerrando um ciclo de 27 anos de negociações. A decisão abre caminho para a implementação do tratado, que deverá criar uma das maiores zonas de livre comércio do planeta.
O bloco resultante reunirá cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) combinado estimado em US$ 22 trilhões, consolidando uma parceria estratégica entre América do Sul e Europa.
O que prevê o acordo
O tratado estabelece a redução gradual de tarifas de importação e exportação entre os países-membros, além de regras comuns para:
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Comércio de bens industriais e agrícolas
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Prestação de serviços
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Investimentos
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Compras governamentais
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Propriedade intelectual
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Sustentabilidade e compromissos ambientais
A expectativa é que a maior abertura comercial aumente a competitividade de produtos brasileiros, especialmente do agronegócio e da indústria, ao facilitar o acesso ao mercado europeu.
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Impactos para o Brasil
Para o Brasil, integrante do Mercosul ao lado de Argentina, Paraguai e Uruguai, o acordo pode representar:
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Ampliação de exportações
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Atração de investimentos estrangeiros
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Modernização de setores industriais
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Redução de custos para importação de insumos
Por outro lado, especialistas apontam que o país também enfrentará maior concorrência interna, principalmente em segmentos industriais menos competitivos.
Próximos passos
Apesar da aprovação no Senado brasileiro, o tratado ainda precisa passar por etapas de ratificação nos parlamentos europeus para entrar plenamente em vigor. A previsão é que parte do acordo possa começar a valer já nos próximos meses, caso os trâmites legislativos avancem conforme o cronograma.
Se implementado integralmente, o acordo Mercosul–UE será o maior tratado comercial já firmado pelos dois blocos, reposicionando o Brasil em cadeias globais de comércio e ampliando sua inserção internacional.