Uma tecnologia brasileira que utiliza pele de tilápia no tratamento de queimaduras está prestes a ganhar escala industrial.
O Ceará receberá a primeira fábrica do mundo dedicada à produção de curativos biológicos desenvolvidos a partir da pele do peixe.
A unidade será instalada em Jaguaribara, município localizado em uma região com forte produção de tilápia.
O projeto prevê investimento inicial de R$ 52 milhões e expectativa de aproximadamente mil empregos diretos e indiretos.
A capacidade inicial deverá chegar a 4.500 curativos por dia, com possibilidade de expansão para 13 mil unidades.
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O tratamento foi desenvolvido a partir de pesquisas da Universidade Federal do Ceará e utiliza a pele do peixe depois de um rigoroso processo de descontaminação e preparação.
Entre as vantagens estudadas estão menor necessidade de troca dos curativos, redução da dor e possibilidade de diminuir custos hospitalares.
A estimativa é que a tecnologia possa reduzir em mais de 50% determinados custos do tratamento de queimaduras no SUS.
Além do mercado brasileiro, países estrangeiros já demonstraram interesse pela tecnologia.