O Republicanos tratou de apagar o fogo de uma informação que circulou como verdade nos bastidores políticos neste fim de semana. Em nota oficial divulgada neste domingo, o partido negou que tenha fechado apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência e desmentiu que tenha negociado a indicação do presidente da sigla, Marcos Pereira, ao Supremo Tribunal Federal como condição para endossar a campanha do filho do ex-presidente.
A nota, publicada por Marcos Pereira em suas redes sociais, afirma que o último contato entre ele e Flávio ocorreu há mais de um mês e que as conversas foram inconclusivas.
O partido classificou a reportagem que veiculou a informação como absolutamente inverídica sob todos os aspectos. A resposta é uma tentativa de conter os danos de uma crise que expõe as dificuldades de Flávio em consolidar apoios para sua candidatura mesmo dentro de partidos que integraram a base bolsonarista.
O Republicanos revelou ainda que iniciou consultas às suas bases para capturar a preferência de seus eleitores e que, por enquanto, o cenário não é favorável ao pré-candidato.
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De acordo com a legenda, uma pesquisa encomendada pelo partido e apresentada a parte da bancada paulista na última sexta-feira apontou um “sentimento de frustração” com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro e uma indicação de preferência pela neutralidade nestas eleições.
O apoio ao presidente Lula, segundo o partido, está completamente descartado.
A decisão final sobre os rumos do Republicanos será tomada em Convenção Nacional marcada para Brasília, enquanto outras reuniões semelhantes ocorrerão ao longo do mês.
O movimento do partido acende um alerta na campanha de Flávio, que já enfrenta desgastes internos na própria família e agora vê um antigo aliado do bolsonarismo ensaiar um distanciamento público.