A Amazônia Legal registrou, no primeiro semestre de 2026, o menor índice de desmatamento para o período desde o início da série histórica do sistema DETER-B, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), iniciada em 2016. Os dados reforçam a trajetória de redução observada desde 2023.
Entre janeiro e junho deste ano, os alertas de desmatamento somaram 1.295 quilômetros quadrados, representando uma queda de 32% em comparação com o mesmo período de 2025.
O sistema DETER-B é utilizado para monitorar áreas sob pressão de desmatamento em tempo quase real, fornecendo informações que orientam as ações de fiscalização e combate aos crimes ambientais.
Para o coordenador-geral do MapBiomas, Tasso Azevedo, a redução está diretamente relacionada ao fortalecimento das ações de fiscalização ambiental promovidas pelo governo federal desde 2023. Segundo ele, a retomada das operações de controle e monitoramento contribuiu para frear o avanço do desmatamento na região.
Apesar do resultado positivo, Azevedo destaca que os índices ainda permanecem elevados e que o principal desafio é consolidar essa redução como uma tendência permanente.
Na avaliação do especialista, o Brasil precisa chegar a 2030 com níveis residuais de desmatamento, inferiores a 1.000 quilômetros quadrados por ano, meta considerada compatível com o compromisso nacional de alcançar o desmatamento zero.
Especialistas ressaltam que a continuidade da fiscalização, o combate às atividades ilegais e a implementação de políticas de conservação serão fundamentais para manter a trajetória de queda e garantir a preservação da maior floresta tropical do planeta.