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A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado (MPRJ) identificaram um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro durante a Operação Hawala. Segundo as investigações, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 100 milhões por meio de uma rede de empresas utilizadas para dar aparência de legalidade a recursos provenientes de atividades ilícitas.

De acordo com os investigadores, o grupo prestava serviços de lavagem de dinheiro para integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP) e também ocultava valores ligados ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os recursos seriam oriundos de crimes como tráfico de drogas, receptação qualificada e comércio de produtos falsificados.

As apurações apontam que, entre 2021 e 2024, dezenas de empresas foram utilizadas para mascarar a origem do dinheiro. Entre as estratégias identificadas estão a criação de empresas de fachada, sucessivas transferências entre pessoas jurídicas, depósitos fracionados em espécie, uso de “laranjas” e movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados.

A investigação contou com o apoio do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), que analisou o fluxo financeiro das empresas envolvidas e identificou incompatibilidades entre os valores movimentados e as atividades econômicas oficialmente registradas.

Segundo a Polícia Civil, uma operadora financeira teria administrado empresas responsáveis por movimentar mais de R$ 47 milhões durante o período investigado. Além dela, um contador é apontado como um dos principais articuladores do esquema, por supostamente estruturar empresas para conferir aparência de legalidade às operações e deixar de comunicar movimentações consideradas suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), como determina a legislação.

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A Operação Hawala busca desarticular a estrutura financeira utilizada por organizações criminosas para ocultar recursos ilícitos e ampliar a capacidade de rastreamento de patrimônios obtidos com atividades ilegais. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e o destino final dos valores movimentados.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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