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18/12/2025
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“A Assembleia confia na Polícia Federal, no Ministério Público e na imprensa”. A declaração é do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), ao defender o aprofundamento das investigações da Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal em 29 de outubro, que resultou na prisão do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo. Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quarta-feira (4), o parlamentar classificou a situação como muito ruim e destacou a importância da atuação dos órgãos responsáveis, além do acompanhamento da imprensa, para o esclarecimento dos fatos e a responsabilização dos envolvidos, caso sejam comprovadas irregularidades. “Eu acredito que isso vai ser muito bem apurado, a sociedade vai acompanhar de perto e a Assembleia Legislativa também. Vamos confiar nesses órgãos e aquilo que for papel da ALMT, nós vamos tomar todas as providências, eu falo em nome do parlamento estadual e tenho certeza que podemos contar com todos os deputados”, afirmou Max. O presidente reforçou ainda que a Assembleia acompanhará os desdobramentos da operação e adotará as medidas que estiverem dentro de suas atribuições, conforme o avanço das investigações. A intenção, segundo o parlamentar, é contribuir para que os fatos sejam esclarecidos e eventuais responsabilidades sejam devidamente apuradas. A Operação A Operação Tomada de Contas foi deflagrada em 29 de outubro pela Polícia Federal (PF), com autorização do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para investigar um suposto esquema de fraudes em contratos, lavagem de dinheiro e organização criminosa no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). Foram cumpridos mandados de prisão preventiva contra o presidente do TCE, Sérgio Ricardo de Almeida, além de outros investigados, entre eles o consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires, Roseli Loss, Adriangelo Barros Antunes, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke.
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A Polícia Federal desencadeou nesta quinta-feira (18) mais uma etapa da Operação Sem Desconto, aprofundando as investigações sobre um esquema nacional de descontos ilegais aplicados a aposentados e pensionistas do INSS. A nova fase atinge diretamente ex-integrantes da alta cúpula da Previdência e familiares ligados ao núcleo operacional das fraudes.
Entre os alvos estão Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes (o “Careca do INSS”, preso desde setembro) e Eric Fidélis, filho do ex-diretor de Benefícios do instituto, André Fidélis. Os dois foram detidos sob suspeita de participação em ações que, segundo a PF, teriam movimentado valores desviados por meio de cobranças indevidas e adesões não autorizadas junto a beneficiários do sistema previdenciário.
O impacto político também ganhou novos contornos: o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, é alvo de mandado de busca e apreensão. Ele afirmou ter recebido a operação “com surpresa e serenidade” e declarou estar disposto a colaborar após ter acesso à decisão judicial.
No Executivo, o desdobramento mais imediato foi o afastamento e prisão domiciliar do secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, que acabou exonerado horas depois por determinação do ministro Wolney Queiroz.
As apurações apontam que o esquema teria operado entre 2019 e 2024, gerando desvios que podem alcançar R$ 6,3 bilhões, em uma das maiores fraudes já investigadas na Previdência brasileira. Conforme relatórios preliminares, os envolvidos agiam para aplicar descontos ilegais nos benefícios, vinculando aposentados e pensionistas a serviços ou contratos sem autorização.
Nesta fase, a PF e a Controladoria-Geral da União cumprem 52 mandados de busca e apreensão, 16 de prisão preventiva e outras medidas cautelares em diferentes estados. O objetivo, segundo os investigadores, é aprofundar a rede financeira e política associada ao esquema, além de identificar novos beneficiários e operadores.
O caso segue em sigilo, e as defesas dos investigados devem se manifestar à medida que obtiverem acesso aos autos.