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CentroesteNews

11/11/2025

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu início nesta terça-feira (11) ao julgamento da ação penal que envolve o chamado núcleo 3 da trama golpista investigada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O grupo é acusado de colocar em prática ações clandestinas para manter Jair Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022.

A sessão começou com a leitura do relatório do caso por Moraes, etapa que marca oficialmente a abertura do julgamento no STF.

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  O núcleo é composto por nove militares do Exército e um policial federal, apontados pela PGR como responsáveis pela execução de ações de campo para monitorar autoridades, entre elas o próprio Moraes. O grupo teria agido no fim de 2022 para localizar e atacar o ministro, seja por meio de sequestro, assassinato ou “neutralização”, termo usado no documento da PGR.

  Além de Moraes, o monitoramento teria incluído o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o vice eleito Geraldo Alckmin. O objetivo seria impedir a posse dos dois, prevista para 1º de janeiro de 2023.

  “As ações de monitoramento foram iniciadas em novembro de 2022”, disse Moraes ao apresentar o histórico processual.

  A PGR sustenta que o grupo avançou da fase de planejamento para a execução do golpe, operando sob os códigos “Operação Copa 2022” e “Plano Punhal Verde e Amarelo”. Documentos e mensagens apreendidas pela PF teriam comprovado a existência dessas operações, que envolveriam espionagem, articulação com militares e tentativa de mobilização das Forças Armadas.

  Segundo a acusação, integrantes do núcleo 3 teriam atuado também em campanhas de difamação para pressionar altos comandantes militares a aderir ao plano golpista.

  Assim como os réus dos outros núcleos, os acusados respondem pelos crimes de:

  • Organização criminosa armada

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito

  • Golpe de Estado

  • Dano qualificado por violência e grave ameaça

  • Deterioração de patrimônio tombado

  Os investigados ficaram conhecidos como “kids pretos”, por integrarem o grupamento de forças especiais do Exército.

  A PGR pediu a desclassificação da acusação contra o tenente-coronel Ronald Ferreira de Araújo Júnior, para o crime de incitação das Forças Armadas contra os poderes constitucionais. Caso o STF aceite, ele poderá ter direito a um acordo que o livre de condenação, hoje ele responde aos mesmos cinco crimes imputados ao restante do grupo.

A sessão desta terça será dedicada às sustentações orais de acusação e defesa. O STF reservou os dias 12, 18 e 19 de novembro para a continuidade do julgamento.

O caso é analisado pela Primeira Turma do STF, formada pelos ministros:

  • Alexandre de Moraes (relator),

  • Cristiano Zanin,

  • Flávio Dino,

  • Cármen Lúcia.

Até o momento, o STF já condenou 15 réus envolvidos na trama golpista:

  • 7 do Núcleo 4

  • 8 do Núcleo 1, apontado como liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro

O julgamento do Núcleo 2 está previsto para começar em 9 de dezembro.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida – DRT nº 0001650

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