CentroesteNews
16/06/2025
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (16), em São Paulo, a necessidade de reduzir o preço do gás natural como medida fundamental para impulsionar a reindustrialização do país. Segundo ele, garantir um insumo mais acessível é essencial para tornar o Brasil mais competitivo no setor produtivo.
“O Brasil precisa ter como pilares a segurança jurídica, o respeito aos contratos e a previsibilidade. A Petrobras, além de sua natureza empresarial, tem também um papel social, especialmente nas áreas onde detém monopólio, como no escoamento do gás natural das plataformas. É preciso equilibrar os interesses empresariais com as necessidades do país”, afirmou.
Silveira participou do seminário “Gás para Empregar: Construindo uma Estrutura Justa e Sustentável de Preços”, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Mudanças na atuação da Petrobras
Durante sua fala, o ministro defendeu que a Petrobras adote uma nova postura no mercado de gás natural, especialmente no que se refere à redução da reinjeção do insumo nas plataformas — prática que limita a oferta no mercado interno.
“Precisamos que a Petrobras contribua efetivamente, reduzindo os índices de reinjeção do gás e ampliando sua disponibilidade para a indústria nacional”, destacou.
Silveira enfatizou que isso não significa interferência na gestão da estatal, mas, sim, uma atuação alinhada com os interesses estratégicos do Brasil. “A valorização das ações da Petrobras durante a gestão do presidente Lula prova que é possível conciliar desenvolvimento econômico com responsabilidade social”, pontuou.
Leilão de gás da União está no horizonte
O ministro também anunciou que o governo prepara o primeiro leilão de gás da União, em parceria com a PPSA (Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A.). A expectativa é que o certame aconteça, no máximo, até o primeiro semestre de 2026.
“Esse será um passo decisivo para ampliar a oferta de gás natural no país, garantindo preços mais justos, competitividade para a indústria e geração de empregos”, finalizou Silveira.