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Fim da escala 6×1 avança no Senado: entenda o que acontece agora e como a PEC pode mudar o mundo do trabalho

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CentroesteNews

11/12/2025

 

A proposta que pode acabar com a jornada 6×1 no Brasil avançou mais uma etapa no Congresso. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10/12), a PEC que extingue o modelo, no qual o trabalhador atua por seis dias seguidos e folga apenas um.

A mudança é vista como uma das mais significativas nos debates sobre direitos trabalhistas e saúde no trabalho, mas ainda enfrenta um longo caminho antes de entrar em vigor.

O que falta para a PEC ser aprovada?
1. Pauta do presidente do Senado

O texto agora depende de decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que precisa pautar a proposta para votação em plenário.

2. Dois turnos de votação no Senado

Se for pautada, a PEC seguirá o rito constitucional:

  • Dois turnos de votação

  • Necessidade de 3/5 dos senadores (49 votos) em cada turno

  • Intervalo obrigatório de cinco sessões entre os turnos

Somente após superar essa etapa o texto segue para a Câmara.

3. Início da tramitação na Câmara dos Deputados

Na Câmara, a PEC recomeça seu ciclo:

  • Análise de admissibilidade na CCJ

  • Criação de uma comissão especial, onde o mérito é discutido

  • A comissão tem 40 sessões para votar o parecer

  • Deputados podem apresentar emendas nas 10 primeiras sessões

Alterações podem ser incluídas, o que prolongaria o processo.

4. Votação em plenário da Câmara

Assim como no Senado, a votação ocorre em dois turnos:

  • Exige 3/5 dos deputados (308 votos) em cada etapa

5. Promulgação
  • Se a Câmara aprovar sem alterações, a PEC é promulgada.

  • Se houver mudanças, o texto retorna ao Senado.

Somente após a promulgação o fim da jornada 6×1 passa a valer oficialmente na Constituição.

A escala 6×1 é aplicada em amplos setores, como comércio, supermercados, indústria e serviços essenciais. Críticos afirmam que o modelo compromete:

  • Saúde física e mental

  • Convivência familiar

  • Produtividade de longo prazo

Já defensores da manutenção alegam que a mudança pode gerar impactos financeiros e reestruturações complexas em vários segmentos da economia.

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Jornalista: José Claudenir de Almeida

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