O desmatamento na Amazônia Legal apresentou queda nos últimos anos, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e uma análise realizada pela InfoAmazonia. O levantamento compara os períodos dos governos de Jair Bolsonaro (2019–2022) e Luiz Inácio Lula da Silva (2023–2026).
De acordo com a análise da InfoAmazonia, baseada principalmente nos dados do sistema Prodes, a Amazônia perdeu, em média, 690 mil árvores a menos por dia durante o terceiro mandato de Lula em comparação com o período do governo Bolsonaro. A estimativa considera a área desmatada e uma média de 565 árvores por hectare.
Em termos de área, o levantamento aponta que o desmatamento aumentou 54% durante o governo Bolsonaro em relação ao período anterior analisado e, desde 2022, caiu 51% no terceiro mandato de Lula. Para 2025, o Prodes consolidou uma taxa de 5.731 km², 12,07% abaixo do registrado em 2024.
A análise também relaciona a redução à retomada, em 2023, do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm). O governo federal estabeleceu como meta eliminar o desmatamento ilegal até 2030.
É importante destacar que o número de árvores mencionado na análise é uma estimativa, e não uma contagem direta das árvores derrubadas. A metodologia converte a área desmatada registrada pelo Prodes em uma estimativa de árvores utilizando a média de 565 árvores por hectare. Além disso, os dados de 2026 ainda são preliminares, pois a taxa anual consolidada do Prodes ainda não foi fechada.
Os dados oficiais do Inpe também registram uma trajetória recente de redução: os alertas de desmatamento detectados pelo sistema Deter entre agosto de 2025 e maio de 2026 caíram 37,5% em relação ao período anterior, segundo o instituto.