CentroesteNews
08/05/2025
Anna Vitória Bispo
A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou nesta quinta-feira (8) à Justiça Federal o bloqueio de R$ 2,56 bilhões em bens de 12 associações investigadas por fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. Segundo o ministro-chefe da AGU, Jorge Messias, essas entidades estão no “núcleo da fraude” e são alvos do maior número de denúncias por parte de segurados.
O valor corresponde ao total arrecadado pelas associações com descontos indevidos, considerados de risco total. A medida busca garantir a recuperação dos recursos desviados, que devem ser usados para ressarcir os cofres públicos.
Além das associações, outras seis empresas suspeitas de serem de fachada também são alvo do pedido de bloqueio. A Polícia Federal aponta que essas empresas teriam sido criadas para facilitar desvios e pagamento de propina.
A AGU também pediu medidas cautelares adicionais, como:
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Quebra de sigilos bancário e fiscal;
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Suspensão das atividades das entidades;
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Apreensão de passaportes dos envolvidos;
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Rastreamento de criptoativos;
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Notificação a corretoras de criptomoedas para bloqueio de valores.
As ações fazem parte da Operação Sem Desconto, deflagrada no mês passado pela PF, que apura o desconto irregular de mensalidades de aposentados e pensionistas sem consentimento, prática que viola a legislação. A estimativa é que R$ 6,3 bilhões em descontos realizados entre 2019 e 2024 sejam suspeitos de fraude.
O escândalo levou à exoneração do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e ao pedido de demissão do ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi.