A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta terça-feira (27) a criação de uma comissão especial voltada à reestruturação e “reengenharia” do governo venezuelano. A medida faz parte de um novo processo de reorganização administrativa promovido pelo Executivo em meio às transformações políticas e econômicas enfrentadas pelo país.
Segundo Delcy Rodríguez, a proposta busca adaptar a máquina pública à chamada “nova realidade” da Venezuela, embora o governo ainda não tenha detalhado quais mudanças práticas deverão ocorrer nos ministérios ou demais estruturas administrativas.
O responsável pela coordenação da comissão será o ministro da Educação e vice-presidente setorial e territorial, Héctor Rodríguez, que atuará em conjunto com o ministro do Planejamento, Ricardo Menéndez.
A comissão terá prazo de 90 dias para apresentar ao Conselho de Ministros uma proposta de nova estrutura organizacional para o funcionamento do Executivo venezuelano.
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O anúncio ocorre em meio a uma série de mudanças internas promovidas pelo governo venezuelano nos últimos meses, envolvendo ajustes administrativos, substituições em cargos estratégicos e tentativas de reorganização institucional.
Analistas internacionais avaliam que a iniciativa pode estar relacionada à necessidade de reduzir custos administrativos, aumentar o controle político interno e tentar melhorar a eficiência do governo diante das dificuldades econômicas enfrentadas pelo país.
A Venezuela continua convivendo com desafios ligados à inflação, crise econômica, queda na produção de petróleo e pressão internacional sobre o cenário político nacional.
Nos últimos anos, o país também enfrentou mudanças significativas em sua estrutura institucional e na condução das políticas públicas, especialmente em áreas econômicas e sociais.
Apesar do anúncio da comissão, o governo não informou se haverá redução de ministérios, fusão de estruturas administrativas ou alterações em programas governamentais já existentes.
Especialistas apontam que o processo de reestruturação poderá ter impacto direto sobre áreas estratégicas do governo venezuelano, incluindo planejamento econômico, gestão territorial e políticas sociais.
A expectativa agora gira em torno das medidas concretas que deverão ser apresentadas ao final do período de análise da comissão.