A lentidão no processo de regulação e transferência de pacientes na região oeste de Mato Grosso, associada à saturação da capacidade de atendimento do Hospital Regional de Cáceres, voltou a ser alvo de cobranças por parte de lideranças políticas e comunitárias. O deputado estadual Valmir Moretto manifestou preocupação com os prazos para a liberação de vagas de internação, apontando que a espera de pacientes por leitos, que muitas vezes varia de 12 a 48 horas, compromete a segurança clínica e coloca vidas em risco durante o período de permanência em unidades de menor complexidade ou no transporte interhospitalar.
De acordo com a avaliação do parlamentar, a infraestrutura de saúde atualmente disponível em Cáceres é insuficiente para absorver o crescimento populacional e a demanda assistencial dos municípios vizinhos. Embora a unidade de Cáceres mantenha suas atividades regulares, a pressão sobre o sistema local é descrita como crônica, superando a capacidade operacional e física instalada, mesmo diante dos esforços das equipes médicas e administrativas para otimizar os atendimentos.
Como encaminhamento para mitigar o problema, a Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) articulou uma agenda de trabalho direta com o Poder Executivo estadual. Uma reunião com a participação do governador e de prefeitos da região oeste foi agendada no Palácio Paiaguás para tratar especificamente da aceleração do projeto executivo e do início das obras do novo Hospital Regional de Pontes e Lacerda. A nova unidade hospitalar é apontada como a alternativa estrutural necessária para descentralizar a demanda de média e alta complexidade, aliviando a sobrecarga que atualmente se concentra em Cáceres.
A consolidação de um novo polo de saúde na região oeste é defendida por gestores públicos como uma medida urgente para reequilibrar a distribuição de leitos de UTI e especialidades médicas no interior do estado. A expectativa é de que, com o avanço do cronograma de obras do novo hospital e o aprimoramento do sistema de regulação de vagas, a rede pública de saúde consiga oferecer respostas mais ágeis e reduzir o tempo de espera, garantindo um atendimento descentralizado e mais seguro para a população da fronteira.