CentroesteNews
30/08/2025
Apesar de o crime ter se dado na sexta-feira, apenas neste sábado (30/08) o ataque hacker foi no sistema da Sinqia foi confirmando, gerando um prejuízo de mais de R$420 milhões. Embora tudo seja ainda muito recente, já foi possível mensurar os primeiros impactos e, inclusive, identificar grandes nomes do mercado financeiro, como o HSBC, por exemplo.
A empresa é uma importante instituição do setor financeiro do Brasil, que intermedia a relação entre bancos e sistema do Pix. Assim, um ataque hacker como esse visa exatamente acessar a base do suprimento. O que quer dizer que na ação não tem foco em uma instituição específica, mas um acesso estratégico muito mais amplo.
Ao que tudo indica, o Banco Central foi imediatamente notificado e já entrou em providência, inclusive bloqueando atividades consideradas suspeitas da Sinquia. Por sua vez. o HSBC chegou a reafirmar a lisura do seu sistema de segurança de dados e a disposição para contribuir com as investigações, além de fazer outras declarações em nota:
“Nenhuma conta dos clientes ou fundos foram impactados pela operação por elas terem ocorrido exclusivamente no sistema desse provedor. O banco esclarece ainda que medidas foram tomadas para bloquear essas transações no ambiente do provedor. “
Esse não é o primeiro ataque dessa natureza. Já no segundo semestre, uma ação parecida foi identificada na C&M software, que se trata de uma empresa de tecnologia que também atende instituições financeiras com seus serviços de conectividade.
Ataque como esse trazem à tona questionamentos sobre a capacidade de os sistemas tecnológicos manterem uma operação totalmente segura. Especialmente os sistemas como a Sinqia, que não apenas fazem a conexão entre serviços e bancos, mas que acabam se tornando também o caminho para as tentativas de fraudes.