Uma investigação da Polícia Civil de Goiás busca esclarecer a atuação de um grupo suspeito de utilizar veículos de luxo em um esquema de fraudes contra seguradoras e adulteração de sinais identificadores.
A Operação Mirage foi deflagrada na quarta-feira, 4 de novembro, com cumprimento de mandados em Goiânia e no município de Lages, em Santa Catarina.
Ao todo, foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária.
A ação é coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores, com apoio da Polícia Civil de Santa Catarina e da Polícia Científica de Goiás.
Segundo os investigadores, existem indícios de receptação, adulteração de veículos e irregularidades envolvendo contratos de seguro.
O trabalho policial busca identificar como os automóveis eram utilizados, quais pessoas participavam das negociações e se houve recebimento indevido de indenizações.
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A participação do Laboratório de Identificação Veicular é importante para a análise de possíveis alterações em elementos que permitem reconhecer a origem e a identidade dos automóveis.
Esse tipo de investigação também tem reflexos para consumidores que compram veículos usados, especialmente quando não conhecem o histórico completo do bem.
A aquisição de um automóvel com identificação adulterada pode provocar prejuízos financeiros e problemas administrativos, mesmo quando o comprador desconhece a irregularidade.
A Polícia Civil ainda não havia divulgado, nas informações consultadas, o valor total do prejuízo investigado nem a relação completa dos veículos envolvidos.
A ausência desses dados exige cautela para não atribuir valores ou responsabilidades que ainda não foram comprovados.
Os suspeitos têm direito à defesa, e a responsabilização dependerá das provas reunidas e das decisões judiciais.
Os próximos desdobramentos deverão esclarecer a dimensão do esquema e a eventual participação de outras pessoas.